Inovações que promovem maior eficiência produtiva por hectare, com menor impacto ambiental.

Aditivos Alimentares

A dieta dos bovinos de carne pode ser otimizada com a adição de substâncias específicas que conseguem atuar na melhora da digestão, saúde, imunidade, conversão alimentar dos animais e, também, na diminuição das emissões dos gases de efeito estufa. Trata-se do uso de Aditivos Alimentares, valiosos aliados na conquista de uma pecuária de corte ecologicamente responsável e produtiva.

Como saber se Aditivos Alimentares estão sendo eficazes?

Existem metodologias capazes de fazer a triagem inicial das dietas e aditivos: os Testes In Vitro (Ankon e Dual Flow).

O Ankon, Sistema de Produção
de Gás In Vitro, permite a avaliação da produção de gases, da digestibilidade de matéria seca,
bem como da produção de metano
e ácidos graxos voláteis.

Já o Dual Flow, Sistema de Fermentação Contínua in Vitro,
“imita” de forma realista a fermentação ruminal, mostrando o efeito dos aditivos na população microbiana
do rúmen, sendo mais vantajoso na avaliação de efeitos sutis a longo prazo.

Tecnologias Emergentes

Uma pecuária de corte que produz mais, com sustentabilidade, depende de muita pesquisa: e assim, novas tecnologias e tendências para o futuro do setor já estão entre nós. Entre elas, podemos citar:

Coleta de Dados Automática e com Sensores

Como funciona
Além dos cochos eletrônicos, utilizamos sensores de atividade, balanças automáticas para pesagem dos animais e aplicativos de manejo no campo.

Inovação e Diferencial
Com essa tecnologia, conseguimos monitorar continuamente o peso, os hábitos alimentares e as condições de saúde dos bovinos de corte, obtendo assim as informações precisas para a tomada de boas decisões de manejo.

O uso de Inteligência Artificial e Big Data para melhorar estratégias de alimentação e manejo, com a análise do consumo, emissão de metano, saúde e ganho de peso do rebanho.

A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que sequestra o carbono do solo, além de melhorar sua eficiência. É uma estratégia que também reduz a emissão de metano dos bovinos.

Os avanços na genômica promovem uma seleção de bovinos mais eficiente, já que permite encontrar as caraterísticas genéticas ideais nos animais para a diminuição de metano, assim como para otimizar a eficiência alimentar.

A pesquisa de Aditivos Alimentares de Nova Geração, que permite desenvolver os aditivos cada vez mais seguros e eficientes. Entre eles, podemos citar compostos bioativos de plantas, algas, óleos essenciais e inibidores da metanogênese.

Melhoramento Genético de Rebanhos

Já não é novidade o uso do melhoramento genético nos rebanhos para otimizar a saúde dos animais, elevar o peso, entre outras vantagens para a produção.

Porém, hoje já conhecemos o valor dessa tecnologia com foco nas emissões de GEE. Os programas de melhoramento agora passam a incluir como um critério de seleção a emissão de metano, para que assim nasçam animais que naturalmente emitem menos, estando sob qualquer dieta.

Além disso, com o melhoramento genético, os animais que conquistam maior eficiência alimentar consomem menos pastagem e/ou ração, aqueles com maior precocidade e fertilidade são abatidos antes, encurtando o ciclo de produção, e os que adquirem maior resistência passam a se adaptar melhor a regiões tropicais, garantindo a produtividade sem estresse térmico.